Data: 04/06/2015 07:19:07 - Visualizações: 1625 Imprimir

ESPORTE. Marin está numa cela de 12 metros, com rádio, banheiro, mesa e cadeira

José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está preso desde 27 de maio, acusado de corrupção - propina - na Fifa. Além dele, mais seis dirigentes estão detidos em Zurique, na Suíça. Estão presos Jeffrey Webb (Ilhas Caimã), vice-presidente da Fifa e presidente da Concacaf, Eduardo Li (Costa Rica), membro dos comitês executivos da Fifa e da Concacaf, Julio Rocha (Nicarágua), diretor de desenvolvimento na Fifa, Costas Takkas (Grã-Bretanha), adjunto do gabinete do presidente da Concacaf, Eugenio Figueredo (Uruguai), atual vice-presidente da Fifa, e Rafael Esquivel (Venezuela), membro executivo da Conmebol.

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Marin, assim como seus companheiros, está num cela de 12 metros quadrados, com rádio, banheiro, uma mesa e uma cadeira. É possível alugar uma televisão. Os sete dirigentes se encontram em prisões diferentes do cantão de Zurique, mantidos em sigilo. De acordo com a imprensa suíça, são localizadas nas cidades de Dielsdorf, Limmattal, Meilen, Pfäffikon, Winterthur e Zurique.

Os advogados podem vê-los durante os horários de visita, e familiares só podem visitá-los mediante a autorização da autoridade que decretou a detenção. Eles acordam às 7h, e tomam o café da manhã. Durante a manhã e a tarde, têm a possibilidade de trabalhar: embalar pacotes, fabricar cabos, colocar etiquetas em mercadoria, ou ajudar na cozinha. Na parte da tarde, o trabalho termina às 16h. Se não trabalham, precisam permanecer na cela. O almoço e o jantar são tomados na cela. O valor total diário da comida é de 15 francos suíços por dia (cerca de 14,3 euros). No cardápio: uma carne o peixe, carboidratos, e às vezes legumes ou frutas enlatados. À noite, podem apagar as luzes quando desejam.
Os detentos podem correr no pátio da prisão, durante a hora de banho de sol. Também podem emprestar livros na biblioteca.

Os dirigentes foram presos a pedido da justiça americana, num hotel de luxo da cidade suíça, onde viajaram para assistir ao congresso da entidade. Eles foram indiciados com suspeitas de participar de um gigantesco esquema de corrupção que movimentou dezenas de milhões de dólares desde os anos 1990. Os sete são alvo de um pedido de extradição para os Estados Unidos.

Fonte: CORREIO DO POVO Foto: Reprodução

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