Data: 02/05/2017 16:22:27 - Visualizações: 97 Imprimir

ESTADO. Saúde alerta para baixa procura por vacina HPV no Tocantins

A vacina papiloma vírus humano, conhecida como HPV, está no Calendário Nacional de Vacinação como estratégia de saúde pública desde março de 2014 e atua no reforço das ações de prevenção do câncer do colo do útero. Inicialmente, a vacina era indicada só para meninas, mas agora também está disponível para o público masculino.

Foto da notícia

De acordo com a gerente de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Rosângela Bezerra, a vacinação, em conjunto com ações para o rastreamento do câncer do colo de útero, possibilita prevenir a doença. “Neste ano, introduziu-se a vacinação à população masculina com o objetivo de prevenir os cânceres de pênis, lesões anogenitais pré-cancerosas e as verrugas genitais. Além disso, por serem os responsáveis pela transmissão do vírus para suas parceiras, ao receberem a vacina, os homens colaboram com a redução da incidência do câncer de colo de útero e vulva nas mulheres, prevenindo também os casos de cânceres de boca, orofaringe, bem como verrugas genitais em ambos os sexos”, informou a gerente.

Rosângela Bezerra explica que a vacina HPV é altamente imunogênica, podendo variar de 97% a 99% na produção de anticorpos, depois de completar o esquema vacinal. Contudo, uma única dose da vacina não gera a proteção necessária para prevenir uma possível infecção pelo vírus do HPV. Deve-se finalizar o esquema completo preconizado pelo Ministério da Saúde.

“A vacina é composta por duas doses. Percebemos que, na primeira dose, conseguimos uma boa adesão, mas quando vai para a segunda, seis meses depois, percebemos uma queda. Vale lembrar que o HPV não é uma campanha, ela é rotina e faz parte do calendário de vacinação”, destacou a diretora de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Adriana Cavalcante.

A vacina para rotina contra o HPV está disponível nas 287 salas de vacina do Tocantins e é indicada para meninos de 12 a 13 anos, 11 meses e 29 dias de idade e meninas de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, com o esquema de duas doses para ambos os sexos, com intervalo de seis meses após a primeira dose.

Já para homens e mulheres vivendo com HIV/Aids de 9 e 26 anos de idade e pessoas submetidas a transplantes de órgãos sólidos, transplantes de medula óssea ou pacientes oncológicos, o esquema vacinal consiste na administração de três doses. 

Baixa procura

Segundo dados parciais da Secretaria de Estado da Saúde, em 2016, aproximadamente 16% de meninas foram vacinas e, em 2017, foram aproximadamente 5%. Já com relação aos meninos, em 2017, uma média de 17% foi vacinada até agora.

“A baixa procura por parte do público-alvo é a situação mais preocupante, pois a vacina contra o HPV é a medida mais importante para a prevenção e o controle da doença e apresenta eficácia de 95%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Precisamos que a população busque a imunização para que possamos atingir nosso objetivo”, destacou Rosângela Bezerra. 

Para este ano, a meta é vacinar 85.891 meninos e 30.587 meninas, além de 109 homens e mulheres vivendo com HIV/Aids.

Fonte: Secom Foto: Web

Veja Também

PORTAL MOURANET 2015 - Todos os direitos reservados